Colisão de buracos negros confirma que Albert Einstein e Stephen Hawking estavam certos

 

Uma observação astronômica realizada pela colaboração LIGO‑Virgo‑KAGRA Collaboration revelou um momento épico: dois buracos negros colidiram e fundiram-se, gerando ondas gravitacionais tão nítidas que permitiram confirmar previsões formuladas há décadas por Einstein e Hawking.

 

O evento, registrado como GW250114, envolveu dois buracos negros cujas massas somadas resultaram num único objeto com massa equivalente a cerca de 63 solares, girando em alta velocidade segundo as medições mais recentes. Mais importante: a análise das “vibrações” restantes após a fusão — o que os cientistas chamam de fase de ringdown — permitiu testar se o novo buraco negro respeita a lógica de simplicidade teorizada por Roy Kerr e se a área do horizonte do evento jamais diminui, conforme previsto por Hawking.

 

Para o campo da cosmologia e da física fundamental, trata-se de uma vitória: não apenas reforça a teoria da relatividade de Einstein, mostrando que os buracos negros “são como ele disse”, mas também confirma que o horizonte desses monstros cósmicos só cresce — um indicador de que, mesmo nos extremos do universo, as leis se mantêm. Verdadeiramente, o universo “tocou” a nota que os teóricos ouviram décadas atrás.